09/10/12
08/10/12
Surpresa (ou não)
À medida que o filme avança afastamo-nos do caos e do pânico (e do registo de comédia) lançados pelo fim iminente.
É, assim, um paradoxo, mas na realidade não sabemos como nos comportaríamos após o choque inicial e antes do embate final. (Em Melancholia, enquanto todos entram numa espiral frenética, só Justine, a louca, tende para a calma.)
"Seeking a Friend for the End of the World / Até que o Fim do Mundo nos Separe" é sempre surpreendente, até pelo desfecho que, afinal, era a única coisa certa...
Nada é muito previsível e somos muitas vezes confrontados com opções inesperadas. Eu gosto disso. Como gosto disso! Nos filmes e nos livros.
E depois há aquela cadência que se vai apoderando de nós e da fita, aquela serenidade que contradiz o apocalipse que acabará por vir, das personagens que se encontram (a si e à outra), da música que escutam, do bem que se fazem.
E o Steve Carell... cada vez gosto mais do Steve Carell.
Até a esquisitinha da Keira Knightley está apropriada ao papel.
Gostei.
06/10/12
05/10/12
02/10/12
01/10/12
Começa o modo Oktoberfest,
do qual só devo sair lá para meados do mês.
Quais festas ciganas, quais quê...
28/09/12
27/09/12
Rule
Sobre a série favorita, ali, do outro lado.
E algumas conclusões sobre a pesquisa por "Girls" no google...
24/09/12
Mas não me ofereçam nenhum!!
Animais que eu gostava de ter, provavelmente não em simultâneo:
Camaleão, vaca, capivara, koala,
furão, pato.
Que me lembre.
Girls. Heroes.
Ela brilha!
Side by Side: Greta Gerwig on Nowness.com.
E ela é brilhante.
(Embora aqui não dê para ver! :)
Side by Side: Lena Dunham on Nowness.com.
Gosto das duas e não estão aqui, juntas, por mero acaso.
Algo está a acontecer. :)
Malucos do Riso
Se fosse um filme de outro realizador, se não esperássemos um filme do Woody Allen, seria assim tão mau? Julgo que sim.
Mas o facto de ser do Woody Allen torna a coisa ainda mais grave.
A espiral decadente que começou em Vicky Cristina Barcelona e continuou com Midnight in Paris (muita gente gostou, é certo. Eu não, mas a conclusão termina aí, é claro), tem, como é esperado, sequela em To Rome With Love.
Felizmente (também para mim que gosto de gostar de Woody Allen), pelo meio houve Whatever Works e You Will Meet a Tall Dark Stranger (de todos os referidos foi, talvez, o que mais gostei).
É que isto dos filmes por encomenda não resulta. Aquilo que era conhecimento de causa e subtileza é tomado pelo pitoresco e, talvez por necessidade de justificar os gastos, há uma qualquer necessidade de atafulhar as fitas de gente conhecida, local e importada, que resulta numa salgalhada e desperdício de talento onde tudo é superficial.
Não há construção de personagens (já em Midnight in Paris tinha achado isso: há
caricaturas, não há personagens com vida própria - que se adivinhe pelo trabalho de construção, mesmo que essa vida própria anterior não esteja em cena) e nalguns casos é mesmo gritante.
Judy Davis (a mulher de Woody Allen/Jerry), por exemplo, está ali a dar as deixas ao actor, a bater texto, só isso. E Monica, a jovem actriz que chega para desestabilizar a relação do casal amigo (Ellen Page), não existe para além dos clichés que o próprio John (Alec Baldwin) descreve cada vez que ela abre a boca. Mas essa pode até ser uma opção assumida: a miúda era um cliché ambulante, desmascarado por outros. Agora, que a Penélope Cruz o seja, outra vez (remember Vicky Cristina Barcelona), é uma pena e novamente um desperdício.
Roberto Benigni é Roberto Benigni e nesse caso eu até gosto. Mas aqui nada acrescenta.
O cantor de chuveiro e família são também eles próprios caricaturas. Ele, a mulher (la mamma) e o filho (defensor dos oprimidos, advogado de causas pro bono).
O que sucede é então uma série de gags, a piadola pela piadola, a falta de plausibilidade (que estaria sustentada por um humor do absurdo mas não é o caso).
Convenhamos que há, efectivamente, cenas com piada. Eu ri-me. Mas foi um riso piedoso, algumas vezes. Porque tudo é previsível demais.
E To Rome With Love é um episódio dos Malucos do Riso. Cheio de gags, situações cómicas de livro de anedotas, convenientemente ilustrado por uma série de bons actores (e actrizes) e mulheres bonitas (não que eu tenha retido essa imagem como balanço do filme, mas porque já vi que há quem o tenha feito). E, diga-se de passagem, os Malucos do Riso foram um programa de grande audiência durante anos a fio. Ou seja, algum crédito hão-de ter (pessoalmente, conheci muita gente ligada à produção, actores, realizadores, etc, e, em termos de panorama da produção nacional, eram, a SP Filmes, dos que funcionavam melhor).
A questão aqui volta a ser o Woody Allen. O filme vale o que vale (para mim não vale grande coisa) e assim continuaria sendo de outrém. Mas do Woody Allen
espera-se mais porque sempre houve mais e melhor. E espera-se que retorne a casa.
Eu gostava muito de o ver questionar-se, ao seu estilo, sobre temas independentes da localização geográfica (e nesse caso até podia filmar nas Berlengas). O envelhecimento, por exemplo. Woody Allen a tocar as questões do íntimo no seu próprio ponto de vista. Uma coisa mais introspectiva, a la Woody. Ou até mesmo, personalizando, o envelhecimento em Nova Iorque ou na cena nova iorquina e todas as questões que ele levanta. Mas não vou ser eu a fazer uma encomenda.
Ainda uma voltinha sobre as mulheres bonitas para acrescentar que a Greta Gerwig é outra que é desperdiçada neste filme mas honrosa excepção seja feita a Alessandra Mastronardi que foi, para mim, das poucas personagens efectivamente construídas. Aquela Milly, apesar da improbabilidade de tudo o que lhe acontece, tem efectivamente graça quando vai revelando a malícia por baixo do ar de menina bem comportada. E Antonio Albanese podia dar-lhe melhor contracena, não tivera apenas esboçado a existência da sua personagem.
Alessandro Tiberi (Antonio, o marido de Milly, que se vê nos braços de Anna) pareceu-me que pode ser um actor interessante e para abrilhantar os olhos ao público feminino, nesse caso, Flavio Parenti, o menino bonito de Io Sono L'amore, esse, sim, um grande filme.
23/09/12
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















