18/07/12
Amantes de Woody
Mas só os amantes incondicionais. Todos ao Nimas, já a partir de amanhã. Não é o Top Ten mas quem gosta e gosta sempre já terá o que fazer.
Giro, isto!
O conceito não é novo, é antes uma mistura de dois que se vêem muito por aí (isto, na net, é tudo em catadupa): o das capas de discos sobre caras de pessoas que os seguram nas mãos e, principalmente, aquela espécie de old me now me de ruas, em que se segura uma fotografia antiga de um local (vista de rua, fachada, etc), por vezes com figura humana, sobrepondo-a à vista actual do mesmo spot, tentando recriar milimetricamente a perspectiva (não consegui encontrar e tenho que sair, mas perceberam, não perceberam?).
De qualquer forma, resultam bem, estas montagens de Bob Egan, não?
"Evidently if you put enough rubber bands around a watermelon, it will explode from the pressure."
"Evidently if you put enough rubber bands around a watermelon, it will explode from the pressure. File under: who knew? Also: how do you decide to do this in the first place??! Also: Next time, wear goggles. A total waste of a good watermelon, but also a fascinating (and slightly dangerous) demonstration of physics!"
Definitely, Maybe
A (des)propósito, ou porque a vida tem destas coisas e podemos tirar as ilações que quisermos dos filmes, ou dos livros, ou da própria vida (o que a torna bastante mais interessante ou, pelo menos, útil), acabei de ver há pouco um filminho com este nome que foi uma bela surpresa (ando com sorte nos filmes que vejo).
Um dos aspectos curiosos do visionamento foi o facto de ter sido feito na companhia da minha filha mais velha que tem precisamente a idade da menina do filme a quem o pai tenta explicar a sua vida amorosa, o seu divórcio (da mãe da criança), como conheceu a mulher e os outros relacionamentos que teve.
O filme ganha muitíssimos pontos em relação à generalidade das comédias românticas porque mostra a vida amorosa da generalidade das pessoas tal como ela é, contrária aos contos de princesas, em que as relações começam e terminam, muitas vezes mais pelas circunstâncias do que pelas pessoas envolvidas. E começam e acabam, e começam e acabam. E a vida continua, também na generalidade dos casos.
(O meu primeiro namorado-namorado, o namorado da adolescência, disse-me uma vez - então - que o amor é uma questão de circunstâncias. Na altura nem percebi o que ele queria dizer e tenho para mim que nem ele próprio sabia bem o significado daquilo. Suspeito que o tivesse ouvido e achado interessante de reproduzir num momento em que lhe parecesse adequado. Porque eu só percebi o que julgo ser o significado de tal coisa depois de mais uns quantos relacionamentos, casamentos, filhos, divórcios e etc. E não me tenho assim em tão fraca conta no que diz respeito a aprendizagens deste tipo.
Às vezes lembro-me de o ouvir pronunciar essa frase. Pronto, sobre isso, é só isto.)
De seguida (e aqui não vou voltar a abrir parentesis), e por razões de circunstância, lembro-me de quando era adolescente/jovem e me julgavam pelo número de namorados ou affairs que me conheciam (engraçada a parte do diálogo no filme em que a miúda pergunta ao pai qual o equivalente masculino para slut, chocada com a quantidade - não tão grande - de namoradas que o pai lhe menciona na história que relata e ele diz que ainda não existe mas que não tardará...) apesar de, quantitivamente, serem os mesmos que outras amigas minhas, bem comportadas, tinham - apesar de não serem sobejamente conhecidos. Às vezes a honestidade não parece compensar e há quem gira a franqueza com a perícia de saber o que omitir e o que revelar para impressionar os outros. Surtirá efeito a quem se baste com as aparências.
Lembro-me sempre dessa história quando, ainda hoje, em idade adulta (e agora que já tive de facto ainda muitos mais namorados, casos, maridos e amantes) alguém pretende moralizar sober o assunto (dá-me o ideal, o idea-a-al!...). E enche-me as medidas quando homens feitos se apresentam como donzelas e me contam como foi passar uma vida de sofrimento e onanismo (vulgo punheta, mesmo) à espera da mulher ideal. Sozinhos, estóicos, inabaláveis no seu propósito, preservando-se, nas suas próprias palavras, e aos seus corpos e sentimentos impolutos, da promiscuidade. Tudo lindo, maravilhoso e poético, não fora o facto de irem às putas, que não contam para estatísticas e não têm nome
(a não ser quando muito provocados).
Enfim, o amor, brindemos ao amor!
Celebre-se o amor! Os inícios e os fins! Mas, caramba, o amor sério ou a paixão tórrida! Não me dêem amores remediadinhos! Mais vale perder o amor aos tostões e voltar às putas, assim como assim é o que fazem os senhores de bem.
14/07/12
13/07/12
12/07/12
(e eu sempre atrás do delas)
Ela abraçada a mim, dos seus 3 anos: - Mamã, as pessoas têm cheiro?
<3
Abraço. "Eu queria uma mamã com um cheiro assim!"
11/07/12
10/07/12
Je préfère avoir mal au cou qu'au coeur
Este filme é tão surpreendente (de (muito) bom), tão rico, tão cheio de pormenores e de graça!
Muito, muito mais do que estava à espera! Que satisfação!
La délicatesse, o nome e o adjectivo.
Já este...
09/07/12
06/07/12
o centro, esse, nem sei que seja
Essencialmente, mesmo no estado em que está esta merda toda, este nojo, este lamaçal em que vivemos, em que olhamos para um lado e vemos corruptos, olhamos para outro e vemos outros corruptos, e a política deixou de ser uma questão humanista e passou a ser uma gestão de carreira e poder e uma forma de enriquecimento, ainda assim, apesar da esquerda blasé ou da esquerda bafienta, dos friques que não sabem somar 2+2, ainda assim, repito, o que distingue claramente a direita e sempre distinguiu, é o estar a borrifar-se para o próximo. E quando digo o próximo digo o semelhante (coisa que claramente do seu ponto de vista não existe para lá do raio de um parco número de pessoas com quem se partilhe o berço ou um obscuro interesse comum - já nem mesmo se partilha a frequência universitária ou académica porque até mesmo isso se ultrapassa de forma mais ou menos obscura, como se vê...), não digo aqueles que estão ali mesmo à mão, o sobrinho, o afilhado ou o compadrio.
Essa coisa do estado social, isso de termos que estar a sustentar essa maltinha pindérica que não tem dinheiro para comprar saúde e educação. Essa merda de limpar a baba aos velhos e a caca do rabo dos meninos ou dos mesmos velhos, essa pocilga.
É que essa malta empoupada que toma para si o poder ou que defende que não há pão para malucos, essa gente empertigada que nunca se deve ter visto tão bem retratada num livrinho do Eça que devia ter lido na escola, se esquece - não está habituada a considerar o imponderável - que lhe pode suceder um azar, uma reviravolta, um golpe, o que lhe quiserem chamar. E que um dia podem estar na mó de baixo onde bem lhes saberia ter um estado que lhes provesse uma vida digna. Um dia os bancos em que gerem os seus milhões podem de repente não ver as suas dívidas pagas, ou vai que um dia há quem tome as terras pela enxada!... Nem é preciso tanto. Imagine-se que um dia alguém lhes dá também a eles o golpe, a bolsa cai ou aparece outro vigarista que lhes lixa os investimentos... qualquer coisa (difícil de imaginar, eu sei, quando se tem milhões espalhados pelo estrangeiro e bens espalhados pela família)!
Ou seja, lá porque estamos bem num dia não quer dizer que não possamos estar mal no outro. Esta merda aprendia-se nas fábulas de La Fontaine e é mais ou menos do senso comum (ou já foi...). E que mais não fosse esta noção, que requer alguma humildade, eu sei, exercício difícil na soberba, deveria ditar alguma prudência na hora de lixar os outros, de os aniquilar, de criar o fosso.
Qualquer um pode fazer parte dos tais 99%. Ou dos tais 30 milhões de que se fala nesta pequena peça que aqui vos deixo, ilustrativa da resposta dos Republicanos ao Plano Obama de saúde que, ultraje, pretende alargar, para quem não sabe, o sistema de saúde à população americana que nunca teve dinheiro para seguros e por isso não usufruía de todo de cuidados de saúde, e que, aos olhos dos que sempre o tiveram, basicamente enfraquece o sistema existente porque o que havia agora tem ser alargado e chegar para todos! Oh, indignidade!
Absolutamente*
Para além de toda a estética, do elenco fabuloso, os miúdos, os graúdos, a música, etc, o que este filme (Moonrise Kingdom) consegue é retratar a urgência, a certeza e a gravidade de todas as decisões, paixões e visão que temos da vida quando somos crianças.
E para pessoas de extremos também serve.
Para adorar.
* absolutamente
(absoluto + -mente)
adv.
1. De modo absoluto.
2. Em grau elevado ou com intensidade (ex.: estamos absolutamente maravilhados). = MUITO
3. [Portugal] Expressa concordância ou afirmação.
(...)
absoluto
(latim absolutus, -a, -um)
adj.
1. Que não é relativo.
2. [Por extensão] Independente, único.
3. Que não tem peias nem restrições.
4. Que é único ou forma sozinho um elemento.
5. Imperioso.
s. m.
6. O que existe independente.
05/07/12
Bambies everywhere
Não sei de quem, de um tumblr qualquer, há não sei quanto tempo na minha desktop, para usar num momento assim mais para o Calimero e
mais alegre este, ai gosto tanto!,
Oil, Flock and Pearls on Aluminium, 2008
via link do Ricardo Gross
04/07/12
Subscrever:
Mensagens (Atom)





































