16/05/12
A baleia solitária
Em 2004, o The New York Times escreveu um artigo sobre a baleia mais solitária do mundo.
Ao contrário de todas as outras baleias, esta não tinha amigos, não tinha família. Não pertencia a nenhum grupo, não tinha parceiro, nunca tinha tido um.
As suas canções agrupavam-se em duas a seis chamadas, com duração de cinco a seis segundos cada, sempre sem resposta.
Ao que parece, os cientistas acompanhavam-na desde 1992 e descobriram o problema:
A sua voz era diferente da de qualquer outra baleia!
Enquanto o resto da sua espécie comunicava entre os 12 e 25Hz, ela cantava a 52hz. Esse era precisamente o problema. Nenhuma outra baleia podia ouvi-la. Cada uma de suas chamadas desesperadas para comunicar com as outras baleias permanecia sem resposta, cada grito ignorado. E, a cada canção solitária, tornava-se mais triste e frustrada, mergulhando cada vez mais no desespero com o passar dos anos.
(Sem leituras subliminares, por favor! Obrigada.)
Via The Animal Archive.
15/05/12
13/05/12
12/05/12
11/05/12
Tão bonito este vídeo da Diane!
A tosquia do sr. Francisco from Diane Gazeau on Vimeo.
O silêncio, o ritmo, a cara da ovelha!..
A Diane tem um blog delicioso, que é este.
Mas pegando no vídeo não posso deixar de referir o também fantástico blog da Alice que tem um preciosismo fantástico em tudo o que faz, umas peças sempre lindas no noussnouss e um verdadeiro trabalho documental sobre o ciclo da lã com uma beleza e uma sensibilidade acutilante no seu projecto "Saber Fazer". (Também por lá se encontra o ciclo da seda e do linho, retratos de uma produção artesanal.)
Depois há para aí umas versões pop da coisa que não me agradam nada porque não acrescentam nada de bom no pretenso tom moderninho, não sei quê novas abordagens, blá blá blá linguagens, e é uma salgalhada oportunista e merceeira do trabalho dos outros que em pouco contribui para a preservação ou interesse de e sobre técnicas ancestrais, antes acrescenta ruído, mastiga e cospe depois das pratas metidas ao bolso.
O melhor filme
E cá, nada?
(Eu preocupo-me convosco, só isso!)
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De resto, tenho visto alguns filmes mas não tenho tempo para mais...
Resumamos a coisa:
Le Havre - sim
This Must Be The Place - sim (não percebo o ódio de estimação por comparação com o ovacionado "A Single Man" (blharc), por exemplo. Estética teledisco tinha o outro e pretenciosismo também, foda-se! Este, pelo menos, tem um humor delicioso. Haveria por onde pegar, mas por mim, que não se pegue! Polegares para cima, mas como no tempo dos romanos.
Dark Shadows - meh... a melhor cena é a do pai que, sendo-lhe dado a escolher, prefere ir embora com algum dinheiro do que permanecer e investir na paternidade... Ohohohoh! (Digo "meh" porque estamos a falar de um Burton, porra! O último Alice era muito melhor! Mas claro que tem coisas óptimas suficientes para superar quase todos os que por aí andam...)
The Five-Year Engagement - começa assim-assim, chega a um ponto de desconforto quase escusado - será esta a nova fórmula Apatow? - e é mais perto do fim que fica ganho. - sim
New Year's Eve - Não!!
08/05/12
07/05/12
06/05/12
Telúrica poesia, trágico vendaval
O filme mais bonito que vi no Indie (e dos que tenho visto nos últimos dias, Le Havre incluído, que eu vi pouco no Indie) foi, hoje, o Wuthering Heights (adaptação de Andrea Arnold do Monte dos Vendavais da Emily Brontë).
As imagens são belas, explorando aquilo que a natureza tem para dar e o modo como interage connosco. A luz, o vento, um brilho, a obscuridade. E há, sempre, um ponto de vista. Pessoal.
Ao mesmo tempo actual, numa estética que faz lembrar as imagens que inundam a net pela facilidade com que todos (ou tantos) as captamos (com o telefone, em vídeo, o instagram, etc), é simultaneamente tão intemporal que os próprios flares soterram a consistência do efeito digital... é um raio de sol que nos invade a visão, a muita chuva, a lama, a lama...
E a confluência dos elementos, as texturas, a lã, o pelo, o cabelo, a terra, o sangue, enquanto as aves sobrevoam os campos (onde por acaso também os humanos vagueiam) e largam as suas penas, sempre a mostrar que também não passamos de bestas. Ou sim, transcendemos. Porque resistimos aos instintos mais básicos e os contrariamos, em nome das nossas próprias construções. Biologia e Sociologia, lá está, de novo.
E se há alegria nos cães que correm e se alvoroçam, há a espera muda no escuro, de Heathcliff. E a dor física. E a ferida moral.
E o drama, a tragédia, a vingança, a paixão não consumada. Tudo o que me lembro da obra da Brontë que li em miúda mas que fiquei cheia de vontade de reler agora.
Belo, belo, belíssimo. E os actores, tão bons (a minha preferência vai para os jovens Heathcliff e Catherine, o Heathcliff adulto e o bruto Hindley).
Parece que este estreia.
A ver, a ver!
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