29/11/11

Trauma



Fui ali espreitar o Febre dos Fenos, por indicação do Boas Intenções (sou uma rapariga muito bem mandada), e quando me deparei com isto na barra lateral, tudo o que vi foi:

Queres FADO?

Irra!!...

Variações



via Boas Intenções, um blog cheio de boas surpresas.

28/11/11

Beleza de olhos verdes.


Blharc!..

(Sem ofensa, ó coisinho! Nha... coisinha!... ?)

Fotografia de Yousef Al Habshi.

Faça chuva ou faça sol



Ou por outra, enquanto não chove é melhor!...

Onde está o cão?

Atrás da moita.

Morran

Fotografia da Camilla Engman

Morreu a cadela mais espectacular de toda a Internet!... Morran, a cadelinha sueca da Camilla Engman. Eu e o Pessoa seguimo-las com atenção há alguns anos (nem sei quantos...) e estávamos sempre a fazer-lhe (à Morran) declarações de amor!...
Podem ver o delicioso conjunto de fotografias da Morran aqui.
E o projecto do livro sobre a Morran, com contribuição de ilustradores de todo o mundo, aqui.
Sweet. Love. Morran forever.

:)



27/11/11

(Aqueles macaquinhos que tapam os ouvidos, os olhos e a boca)

Ai, peramor da santa, calem-se lá com o Fado, irra!
Mais as as pirâmides humanas de Salamanca, ou da Catalunha, ou o caneco!...

Men,

in general, are much less interesting.

Amor



Aquilo sou eu, a minha avó e as minhas primas.
Aquilo sou eu e as minhas filhas.

Via.

M(other) A(rtist) N(etwork)

"Having my first child, almost ten years ago now, marked the beginning of my ongoing struggle to reconcile my creative and maternal ‘selves’. Writing seemed so frivolous and indulgent compared to the solid, important work of raising a child. How could I justify time spent away from my baby — and the relentless demands of household maintenance — to pursue something with no clear outcomes or economic rewards?

It didn’t help that my years of studying art history, with its focus on European males (not all white, but mostly dead), had sold me the Romantic myth of “the artist” as tortured, self-obsessed genius with no option but to damage those closest to them. While motherhood was calling on me to find ever-greater resources of patience and selflessness, art felt like an opposing force — an uncompromising, masculine domain.

I began searching for examples of Australian women who were managing to maintain their artistic careers amid the claims and chaos of family life. I felt like I could barely string two words together let alone attempt a whole novel, and was beginning to fear that I didn’t have what it takes to demand all that I needed to demand of myself, and of everyone around me, in order to keep writing.

Poet and academic Susan Rubein Suleiman said something that still rings true for me:
“Any mother of young children … who wants to do serious creative work — with all that such work implies of the will to self-assertion, self-absorption, solitary grappling — must be prepared for the worst kind of struggle, which is the struggle against herself.”

As my kids get older, I still don't find it any easier to withdraw from them; to make myself 'unavailable' in the way writing seems to require. As I wrote in my book, The Divided Heart: Art and Motherhood, no amount of money, no amount of structural change, can entirely resolve the fundamental dilemma for the artist–mother: the seeming incompatibility of her two greatest passions. The effect is a divided heart; a split self; the fear that to succeed at one means to fail at the other.

Since publishing The Divided Heart, people often ask me what I learned from the process. All of the women I interviewed offered pearls of wisdom that return to me all the time, but the overarching lesson was this:  
Women need to give themselves permission to be an artist (or creative person of any kind). No one else is going to give you that permission. A woman needs to stake a claim in her own heart and mind for her right to make art. For mothers, this means carving out time, against all odds, to devote to a creative practice — because it’s the thing that connects us to ourselves and to the world. Art is not a mere indulgence. Perhaps if the Mother Artist Network (MAN) existed when my kids were babies, I may not have needed to write such a book. Back then, it seemed almost impossible to find Australian voices addressing the specific complexities of combining art and motherhood — which of course inevitably means the often overwhelming intricacies of combining art, motherhood, relationships, paid work and the domestic load. (..)"

Rachel Power na BIG.

23/11/11

Mas que raio de merda é esta?


No (Públi)cuzinho!

Oh que caneco!...

(Por favor vejam as imagens até ao fim. Obrigada!)


Booom... Tenho que saltar deste torpor para sair em defesa e aclamação do último Almodóvar... sim, porque a cena cultural não sossega enquanto eu não o fizer e a intelligentzia avança na ostracização do homem!.. Valha-lhe a emancipação sexual ou estaria feito...
Devia ter escrito isto na noite em que vi o filme mas o cansaço era tanto que já não conseguia articular palavra. Hoje continuo a não conseguir e perdi a exaltação dos sentidos e a estimulação das sinapses, pelo que perdi tempo.

La Piel que Habito é das melhores coisinhas que tenho visto (e o que eu tenho visto!!.) e arrancou-me à modorra da noite de quinta-feira passada sem que eu tenha tido tempo para o prever!
Eu não sei de que é que toda a gente estava à espera, se é que alguém estava à espera de alguma coisa. O realizador saíu da zona de conforto de uma certa ambiência onde os seus filmes normalmente decorrem mas está lá tudo o que compõe o seu universo. E mais.

Há uma estranheza em tudo mas o desconforto e o "corpo estranho" são também a essência do filme. Isso e uma imeeensa cultura visual e de vida, mais - neste filme - do que o salero da cultura espanhola (iolé!) que normalmente nos arrebata em Almodóvar.

Eu não sei se é porque, claro está, todos tempos backgrounds diferentes (vou começar já a agarrar argumentos para compreender o vosso desapontamento), se é porque temos também diferentes maneiras de abraçar a vida e o presente, enfim... é certo que o que para muitos pode ter sido um espaço morto ou vazio, no filme, para mim foi de uma opulência  e riqueza absolutas (não estou a falar de ostentação).
Aquilo está cheio de referências a toda uma cultura visual, artística... e embora as haja muito evidentes, como na imagem em que a personagem interpretada por Banderas se reclina em frente à de Anaya (Déjeuner sur l’Herbe de Manet, por exemplo, ou qualquer Vénus reclinada), todo o filme é um chiaroscuro! As naturezas mortas estão por toda a parte (em particular na cena em que Paredes recolhe os meios citrinos espalhados pela bancada da cozinha) e estão lá todos os Museus de Espanha! O Prado inteirinho, o Thyssen Bornemisza e o Reina Sophia pelo menos! As texturas, a composição e a cor jogadas com perfeição pelas mãos de José Luis Alcaine (qual é o problema com o consensual, expliquem-me! É isso? Too mainstream?)!

Fora isso, e porque não pertenço à corrente d'"O Cinema Não é Narrativa" (salvo raríssimas excepções como o Pina, por exemplo), nem a corrente nenhuma - em boa verdade - porque eu não sou da Escola de Cinema, agrada-me bestialmente que este seja um filme cheio de intenção (e intensão!) .
Por um lado, falo de intenções, tudo concorre para um mesmo fim. Todos os elementos falam a mesma linguagem. A fotografia, a música (magistral Alberto Iglesias) e a direcção de actores! Boa direcção de Arte! Existe um propósito que flui (no outro dia vi um filme - Le  Gamin en Vélo, dos irmãos Dardenne, de quem o Paulo Branco e muita gente, pelos vistos, gosta muito - onde não havia intenção nenhuma! Nada! Nem contrução de personagens, nem uma linguagem que fizesse sentido... Zero! Então a música aparecia aos trambolhões, num registo épico, para "assinalar"  - dizia o Dardenne que veio falar ao Monumental - "os momentos" do rapaz... pois sim, está bem!..). Por outro, existe um drama, uma narrativa contruída em intensão, onde tudo é cénica e encenação, onde o sangue pulula nas artérias! O Banderas que desce a escadas como el matadór, os olhos raiados da Anaya, piscos e nervosos como um passarinho ofegante preso dentro daquele corpo e atrás daquela pele serena e plácida (a pós-produção vídeo, o blur aplicado a toda a superfície da sua pele, sem qualquer ruga ou textura porosa, ao contrário da pele de todas as outras personagens, a realçar o efeito)... o grotesco (o Tigre; o corpo violentado de Vicente, por Ledgard; o corpo de Vera violado por Zeca), a mãe (as mães) e o seu estranho sentido de justiça...

E há ainda a subversão - tão humana - dos conceitos (somente humanos) como o bom, o mau (e o vilão!), a força e a vulnerabilidade. Por força do amor e da paixão. Tudo é humano, tudo é carne. E pele.

O lado Frankenstein da coisa não assusta e o filme não é um filme de terror (ao contrário do que algumas montagens de trailler ou fotografias possam sugerir). É um filme envolvente, incómodo e estranho, surpreendente e belo. Eu deliciei-me e dei por mim de boca aberta e sorrindo, muitas vezes. 

Por fim, a Elena Anaya é lindíssima, a Marisa Paredes é sempre boa, o Banderas continua bestial filmado pelo Espanhol - que interessante ver como os anos passam e como lhe ficam bem à pele! :)
E o Almodóvar é o maior!









As últimas três imagens são obras de Manet e não integram, elas próprias, o filme. Mas aquilo tem Manet por todos os lados (ou por todos os poros, se quiserem!).

Também é uma questão que se me aflora...



22/11/11

Opá, estou-vos a dizer!



Separados à nascença, o meu cão e o Nick Nolte.


Com dedicatória especial à Lena e à Maria João.
Eu disse, eu disse!!

Vouvinhoos!!*



Fotografias: LSD s.r.l., Marco Casale and Paolo Dall'ara.


No outro tive um diálogo com a Maria, no FB, que foi mais ou menos assim:
- Já vi! (o Submarine)
- E então?
- É querido! É isso, é um filme querido.
- Fofinho?
- Não! É querido sem ser fofinho!
- Ah, bom!
- Não!!.. Vai ver, vai ver!


E pronto, é isso.


* para Braga, caum amor!

Mr & Mrs Smith

Estão sempre todos a falar dos mesmos gajos, das mesmas bandas.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. ooh, são tão chatos!..